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Receita Federal deflagra segunda fase da Operação Carbono Oculto contra sonegação e lavagem no setor de combustíveis

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Receita Federal deflagra segunda fase da Operação Carbono Oculto contra sonegação e lavagem no setor de combustíveis

A Operação Fluxo Oculto cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados, focando em um núcleo financeiro paralelo que atuava com distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento. Entre os dados levantados, uma instituição recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie entre 2022 e 2024.


Seis fintechs foram investigadas, das quais três entregaram a e-Financeira com cerca de R$ 8 bilhões em movimentações registradas entre janeiro e dezembro de 2025.


Foram identificadas transações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos envolvendo empresas suspeitas de lavagem de dinheiro. Paralelamente, a apuração revelou um esquema de adulteração de combustíveis com nafta petroquímica, com estimativa de R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados em dois anos.


A operação também detectou quatro fundos de investimento, duas administradoras de recursos e duas gestoras que teriam sido usados para ocultação patrimonial. Os fundos somam patrimônio estimado em R$ 205 milhões, com aumento superior a 200% em pouco mais de um ano.


Essa investigação impacta a fiscalização do mercado de combustíveis, setor fundamental para o transporte de insumos, produção e escoamento agropecuário. Os órgãos envolvidos ainda não detalharam possíveis efeitos imediatos sobre a distribuição e o abastecimento.


A Receita Federal informou que as evidências obtidas nesta fase servirão para verificar a regularidade fiscal dos envolvidos e fortalecer os controles regulatórios no sistema financeiro e no mercado de combustíveis.




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