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Indústria de máquinas agrícolas registra queda de 22,2% na receita em abril

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Indústria de máquinas agrícolas registra queda de 22,2% na receita em abril

O resultado eliminou a recuperação observada em março e ampliou a queda acumulada no ano para 13,7%. A desaceleração deixou de ser pontual e passou a afetar diversos segmentos da indústria de bens de capital, especialmente os ligados ao agronegócio e à indústria de transformação.


Em abril, a receita líquida total das vendas de máquinas agrícolas somou R$ 4,2 bilhões, uma redução de 22,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a receita atingiu R$ 17 bilhões, recuo de 17,9% em comparação ao mesmo período de 2025.


A retração atingiu tanto as máquinas produzidas no Brasil quanto as importadas. As aquisições de equipamentos nacionais caíram 26,6% em abril, enquanto as importações recuaram 13,5% na mesma comparação. Esse movimento indica um enfraquecimento mais disseminado do investimento produtivo no país.


A receita líquida de vendas da indústria de máquinas totalizou R$ 21,3 bilhões em abril, com queda de 14,9% na comparação anual. Apesar do crescimento de 41,7% nas exportações, que somaram US$ 1,47 bilhão no mês, o desempenho externo não compensou a fraqueza do mercado interno. Parte desse avanço ocorreu devido a uma base fraca de comparação em 2025 e à entrega pontual de grandes projetos industriais.


Outro ponto de preocupação é o aumento da participação de produtos importados no mercado brasileiro, que passou a representar 49% do consumo nacional de máquinas e equipamentos nos primeiros meses de 2026. A China permanece como principal origem das máquinas importadas, especialmente equipamentos para logística, construção civil, indústria e agricultura.


O enfraquecimento da atividade já impacta o mercado de trabalho, com fechamento de cerca de mil vagas em abril, principalmente nos segmentos ligados ao agronegócio. Diante desse cenário, a projeção para 2026 foi revisada, passando de crescimento de 0,7% para queda de 2,7% na receita interna do setor. A combinação de juros elevados, crédito restrito, perda de competitividade da indústria nacional e menor confiança para novos investimentos deve continuar pressionando o desempenho da indústria de máquinas nos próximos meses.




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