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Laudo pericial gera controvérsia em caso de feminicídio em Itaberaí

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Laudo pericial gera controvérsia em caso de feminicídio em Itaberaí

O corpo de Jordana Fraga Martins David, de 22 anos, foi encontrado em um lote baldio próximo à sua residência em Itaberaí, em outubro de 2018.


O principal impasse do processo está no laudo do médico legista, que indicou um horário de morte incompatível com a cronologia apresentada pela acusação. A perícia apontou que a vítima teria morrido pelo menos 12 horas antes, com base em rigidez cadavérica e hipóstases fixas, enquanto registros de câmeras, dados telefônicos e depoimentos indicam que o acusado chegou em casa às 19h38 e não saiu mais.


Para tentar conciliar as divergências, a investigação considerou uma janela de horário entre 16h30 e 3h30, flexibilizando o período inicialmente apontado pela perícia.


Além disso, o processo reúne evidências que indicam que Jordana e Luís Felipe mantiveram uma ligação telefônica encerrada às 19h29, o que reduziria para apenas oito minutos o intervalo entre o suposto momento do crime e a chegada do acusado, dificultando a ocultação da cena sem que câmeras ou testemunhas percebessem movimentação suspeita.


Luís Felipe foi pronunciado para ir a júri popular, mas aguarda o julgamento de um recurso contra essa decisão na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, que está concluso ao relator desde março de 2026.




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