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Dólar volta a superar R$ 5,00 com alta global e volatilidade política no Brasil

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Dólar volta a superar R$ 5,00 com alta global e volatilidade política no Brasil

O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,0405, registrando alta de 0,84% e retornando ao patamar acima de R$ 5,00. O movimento acompanhou a valorização global da moeda norte-americana, influenciada pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela percepção de uma inflação mais resistente no país.


No mercado doméstico, o câmbio refletiu o aumento da volatilidade política, o que contribuiu para a oscilação da moeda ao longo do pregão, com mínima de R$ 5,0094 e máxima de R$ 5,0580. No acumulado de maio, o dólar avançou 1,77% frente ao real, após queda de 4,36% em abril. Em 2026, as perdas do dólar ante o real, que chegaram a superar 10% quando a taxa ficou abaixo de R$ 4,90 na primeira quinzena de maio, agora são de 8,17%.


No exterior, a pressão sobre o dólar veio da alta das taxas dos títulos do Tesouro americano, com o rendimento do papel de 10 anos atingindo 4,68% na máxima do dia. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar 99 mil pontos, alcançando 99,434 pontos.


A percepção de inflação mais resistente elevou a expectativa de uma postura mais conservadora do banco central dos Estados Unidos, o que impacta diretamente o câmbio.


Para o agronegócio, a alta do dólar influencia dois canais principais: melhora a paridade de exportação de commodities cotadas em dólar e eleva o custo de insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas com componentes externos. O efeito final depende da relação entre preços internacionais, câmbio e o momento de compra de insumos ou venda da produção.


Relatório do BTG Pactual indicou que o real mantém desempenho superior no acumulado do ano, mas a assimetria de curto prazo ficou menos favorável, com possibilidade de correções mais amplas devido ao aumento dos ruídos domésticos. No curto prazo, o câmbio deve seguir condicionado ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, à trajetória do petróleo e ao ambiente político interno, mantendo a volatilidade e impactando custos e estratégias de comercialização no setor agropecuário.




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