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Cevam enfrenta dificuldades financeiras e mantém atendimento a mulheres em situação de violência em Goiânia

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Cevam enfrenta dificuldades financeiras e mantém atendimento a mulheres em situação de violência em Goiânia

O Centro de Valorização da Mulher Consuelo Nasser (Cevam) atua em Goiânia há 45 anos no acolhimento de mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência. A entidade surgiu após o assassinato da cantora Eliane de Grammont pelo ex-marido, o cantor Lindomar Castilho, e é uma das instituições mais tradicionais e atuantes na área.


A unidade enfrenta ameaça de funcionamento devido à diminuição das doações. Quando Carla Monteiro assumiu a presidência em meados de 2021, o centro possuía um passivo de R$ 1,3 milhão, que inclui despesas de funcionamento e empréstimos contraídos para melhorias na estrutura. Um desses débitos, referente a um parcelamento de R$ 400 mil com a União, está em fase final de pagamento após renegociação com a Caixa Econômica Federal.


Até o momento, 58% da dívida já foi quitada pela atual gestão, mas os 42% restantes ainda precisam ser pagos. A maior parte dos recursos da instituição vem de doações, emendas parlamentares e parcerias. Apesar disso, o Cevam enfrenta dificuldades com antigos credores que acionam a Justiça para cobrar débitos anteriores, resultando no bloqueio de valores nas contas da entidade e dificultando o pagamento de despesas básicas, como telefone e gás de cozinha.


Em 2024, a situação se agravou a ponto de a presidente solicitar a suspensão das doações em dinheiro, devido ao risco de bloqueio judicial dos recursos. O cenário só se estabilizou em março de 2026, quando a unidade voltou a receber doações. Ao todo, o Cevam enfrentou três processos que bloquearam dinheiro em suas contas.


Apesar dos contratempos, a instituição mantém sua missão social, acolhendo mulheres em situação de violência e risco de morte. Além das pessoas abrigadas, o centro auxilia mensalmente 52 famílias com cestas básicas, frutas e verduras. A unidade possui 30 vagas para famílias acolhidas e capacidade estrutural para até 177 pessoas.


A metodologia de atendimento foi reformulada: o centro deixou de receber diretamente crianças e adolescentes desacompanhados para focar no acolhimento de mulheres vítimas de violência, que podem estar acompanhadas de seus dependentes. A instituição também mantém um bazar com venda de roupas e outros materiais doados.


A gestão busca viabilizar quatro parcerias estratégicas para garantir a continuidade dos projetos. Mesmo com essas parcerias, o Cevam depende majoritariamente de doações para manter o funcionamento, consumindo cerca de 5 quilos de arroz e 2 quilos de feijão apenas no almoço.


Interessados em ajudar podem entrar em contato com o Cevam pelo telefone (62) 99144-5948.




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