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Transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia é o mais avançado do Brasil em governança e integração tarifária

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Transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia é o mais avançado do Brasil em governança e integração tarifária

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, avaliou 21 regiões metropolitanas brasileiras e apontou o transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia como o mais avançado do país em governança e integração tarifária.


A pesquisa concluiu que apenas Goiânia, Grande Vitória e Recife apresentam alto nível de coordenação institucional, sendo Goiânia uma das únicas com integração tarifária completa, consolidando-se como referência nacional em mobilidade urbana.


Com investimentos de R$ 1,7 bilhão, o programa de mobilidade prevê a renovação total da frota com 1,3 mil novos ônibus equipados com ar-condicionado, Wi-Fi, câmeras de segurança e tecnologia embarcada. Além disso, inclui a reconstrução de terminais, modernização das estações do Eixo Anhanguera, recuperação de milhares de pontos de parada e expansão dos corredores exclusivos de ônibus.


Outro diferencial é a política de subsídio tarifário mantida pelo Estado em parceria com os municípios da Região Metropolitana, que mantém a tarifa paga pelo usuário congelada em R$ 4,30 desde 2019. Assim, Goiânia é a única capital brasileira a manter o mesmo valor da passagem durante esse período, mesmo com sucessivas melhorias na qualidade do sistema.


O usuário pode utilizar um único cartão para realizar até oito viagens pagando apenas uma tarifa. O estudo também destaca que Goiânia foi uma das poucas capitais brasileiras a recuperar o número de passageiros transportados no período pós-pandemia, resultado atribuído ao modelo de governança e à integração do sistema.


Para o BNDES e o Ministério das Cidades, a experiência goiana demonstra que a combinação entre governança compartilhada, integração tarifária e investimentos contínuos em infraestrutura cria um ambiente mais eficiente para o transporte público e pode servir de modelo para outras regiões metropolitanas do país. Especialistas afirmam que a organização institucional adotada em Goiás reduz a fragmentação do sistema, melhora a qualidade do serviço, amplia a atratividade para novos usuários e favorece novos investimentos.




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