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Força-tarefa nacional fecha 19 indústrias e apreende mais de 82 toneladas de café adulterado

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Força-tarefa nacional fecha 19 indústrias e apreende mais de 82 toneladas de café adulterado

A ação foi realizada entre os dias 25 e 28 de maio com o objetivo de combater fraudes econômicas e riscos à saúde pública na cadeia produtiva do café. A força-tarefa reuniu o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, além de Procons estaduais e municipais.


A operação contou ainda com o monitoramento da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e denúncias enviadas pela plataforma Fala. Foram interditadas 19 indústrias, o que corresponde a 32,8% dos locais inspecionados. Os agentes apreenderam 5.944 quilos de café torrado e moído impróprio para consumo e 76.070 quilos de insumos irregulares usados na produção.


As inspeções ocorreram simultaneamente em indústrias e redes de supermercados nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal. O Rio de Janeiro serviu como base para a operação nacional, que teve como referência o modelo da Operação Café Real, criada em março de 2025 pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e pelo Procon-RJ.


Desde o início, a Operação Café Real retirou de circulação mais de 16 toneladas de café fraudado no estado do Rio de Janeiro, tornando-se uma das principais frentes de combate à adulteração de alimentos no país.


SEDCON, as ações recentes indicam uma redução no volume de produtos falsificados encontrados em supermercados, o que demonstra que indústrias e varejistas passaram a se adequar às regras para evitar interdições e multas. O secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio, Rogério Pimenta, destacou que a fiscalização permanente faz o mercado compreender a importância do cumprimento das normas, protegendo o consumidor e a economia formal.


A Operação Café Real atua em toda a cadeia de comercialização, desde as indústrias torrefadoras até os supermercados, contando com apoio técnico e denúncias da Abic para direcionar as fiscalizações. O diretor executivo da Abic, Celírio Inácio, ressaltou que a atuação integrada entre entidades públicas e privadas possui caráter fiscalizador, punitivo e educativo, contribuindo para a conscientização do setor.


O avanço do chamado "café fake" ocorreu após altas no preço do grão, com produtos vendidos como café puro contendo misturas intencionais de milho, cevada, palha e outros vegetais torrados. A Portaria nº 570 do Mapa permite um limite máximo de 1% de impurezas naturais da lavoura, como cascas e paus. Para evitar fraudes, os órgãos de defesa do consumidor orientam a observar preços muito abaixo da média, ler os rótulos com atenção e verificar certificações de qualidade.


Produtos identificados como "bebida à base de café" ou "pó sabor café" não são considerados café puro, podendo conter misturas e ingredientes fora do padrão tradicional.




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