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Prévia da inflação oficial sobe 0,62% em maio com alta em alimentação e habitação

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Prévia da inflação oficial sobe 0,62% em maio com alta em alimentação e habitação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,62% em maio, taxa 0,27 ponto percentual inferior à observada em abril, que foi de 0,89%. Os grupos Alimentação e Bebidas, com aumento de 1,38%, e Habitação, com avanço de 1,03%, foram os principais responsáveis pela pressão sobre o índice no mês.


Em 12 meses, o índice chegou a 4,64%, acima dos 4,37% registrados nos 12 meses anteriores. Entre os itens que mais impactaram o índice em maio, destacam-se a energia elétrica residencial, que subiu 2,16% e contribuiu com 0,09 ponto percentual, as carnes, com alta de 1,98% e impacto de 0,06 ponto percentual, e o leite longa vida, que avançou 6,07%, influenciando em 0,05 ponto percentual.


No segmento de alimentação no domicílio, o aumento foi de 1,73% em maio, ligeiramente inferior aos 1,77% de abril. Os maiores aumentos ocorreram em batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%). Esses movimentos de preços são importantes para o setor agropecuário, pois indicam o repasse ao consumidor final e refletem a demanda no varejo alimentar, especialmente para carnes e lácteos, que exigem atenção quanto a custos, oferta e formação de preços na cadeia produtiva.


O grupo Transportes apresentou queda de 0,33% em maio, revertendo a alta de 6,06% registrada em abril. Os combustíveis tiveram recuo significativo, com o etanol caindo 2,73%, o óleo diesel 2,04% e a gasolina 1,32%. Essa redução pode impactar positivamente os custos de frete, logística e operação no campo, embora o efeito dependa da continuidade dessa tendência nas próximas medições.


No âmbito regional, Goiânia registrou a maior variação de preços em maio, com alta de 1,41%, enquanto Brasília teve a menor, com 0,33%. A coleta de preços para o IPCA-15 de maio ocorreu entre 16 de abril e 15 de maio. A próxima divulgação do índice está prevista para 25 de junho, e os dados atuais indicam uma desaceleração da inflação cheia do mês, embora a pressão continue concentrada em alimentos e energia.




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