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Portos do Arco Norte se consolidam como principal rota para fertilizantes e escoamento de grãos em 2025

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Portos do Arco Norte se consolidam como principal rota para fertilizantes e escoamento de grãos em 2025

Em 2025, os portos do Arco Norte receberam 13,36 milhões de toneladas de fertilizantes, superando as 10,89 milhões de toneladas desembarcadas em Paranaguá. Essa mudança, iniciada em 2024, se consolidou no ano passado, refletindo um crescimento de 62,7% nas importações de fertilizantes pela região entre 2021 e 2025, enquanto Paranaguá apresentou queda de 0,8% no mesmo período.


O avanço está ligado à proximidade com as áreas produtoras de grãos e fibras, além do uso do frete de retorno, em que caminhões levam grãos aos portos e retornam carregados com insumos.


No escoamento externo, as exportações de grãos pelos portos do Arco Norte cresceram 59% entre 2021 e 2025, passando de 36,56 milhões para 58,06 milhões de toneladas. Itaqui aumentou seu volume de 11,55 milhões para 20,14 milhões de toneladas, enquanto Itacoatiara (AM) avançou de 3,83 milhões para 11,02 milhões de toneladas no mesmo período.


Em 2025, o Brasil exportou 108,18 milhões de toneladas de soja, das quais 36,2% saíram pelo Arco Norte. No milho, foram 40,98 milhões de toneladas exportadas, com 48% do total embarcado pela região.


A consolidação do Arco Norte como corredor logístico depende da ampliação integrada de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e estações de transbordo. O estudo destaca ganhos logísticos para grãos e fertilizantes, mas ressalta a necessidade de monitoramento dos impactos territoriais e ambientais decorrentes da expansão dessas rotas.


O Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3 será publicado na íntegra ainda esta semana no site da Companhia Nacional de Abastecimento.




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