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IA pode gerar mais fake news nas eleições, alertam especialistas

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IA pode gerar mais fake news nas eleições, alertam especialistas

< p>< p style=" text-align: center;">< a class="" href=" < img src=" alt=" Logo " style=" height: 54px;"> </a></p> O uso da inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral deste ano deve ser um < a href=" target="_blank"> p…


< p>< p style=" text-align: center;">< a class="" href=" < img src=" alt=" Logo " style=" height: 54px;"> </a></p> O uso da inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral deste ano deve ser um < a href=" target="_blank"> ponto de especial atenção do ministro Nunes Marques</a> à frente do Tribunal Superior Eleitoral. < img src=" style=" width:1px; height:1px; display: inline;" />< img src=" style=" width:1px; height:1px; display: inline;" /></p> < p> Para especialistas ouvidos pela < strong></strong>, o uso da tecnologia poderá transbordar até outubro e agravar a circulação de notícias falsas em contexto de grande polarização política e baixo letramento digital.</p> < p>< h3> Notícias relacionadas:</h3>< ul>< li>< a href=" defende restrição ao uso de IA no período das eleições.</a></li>< li>< a href=" aponta que fake news sobre eleições miram urnas eletrônicas.</a></li>< li>< a href=" Marques toma posse na presidência do TSE e vai comandar eleições.</a></li></ul> O advogado eleitoral Jonatas Moreth, mestre em Direito Constitucional, < strong> avalia que a Justiça Eleitoral atua para coibir desvios já ocorridos em meio à práticas de manipulação que se aperfeiçoam.</strong></p> < blockquote> < p>“O processo eleitoral e o papel dos tribunais eleitorais se assemelham ao que ocorre no esporte com o doping e o antidoping.


O doping sempre está um pouco à frente do antidoping. Ou seja, inventa-se uma droga que não é pega nos exames rotineiros, até que um procedimento consegue captar e passa a ser acrescido nos exames”, explica.</p> </blockquote> < p> Para o professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, a capacidade da Justiça Eleitoral em agir vai depender da disponibilidade de quadros técnicos qualificados.</p> < p>< strong>“Eu fico com um pouco de dúvida se toda a burocracia que tem será suficiente para dar conta de tudo”</strong>, pondera o acadêmico se referindo à possibilidade de aumento e sofisticação do uso da inteligência artificial para manipular a atenção dos eleitores e suas intenções de voto.</p> < p>“Enfrentar os efeitos nocivos da inteligência artificial nas eleições” é uma das três prioridades que o ministro Nunes Marques terá à frente do TSE, informa a assessoria de imprensa de seu gabinete à < strong></strong>.</p> < h2> Debate e diálogo</h2> < p> O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, também quer < strong>“privilegiar o debate e o direito de resposta de todos os envolvidos no processo eleitoral”</strong> e assegurar “diálogo com os tribunais regionais e as principais demandas do país”.</p> < p> Para Jonatas Moreth, Nunes Marques objetiva articular toda a Justiça Eleitoral e fazer com que os tribunais regionais e o TSE trabalhem “numa mesma sintonia e de forma uníssona.”</p> < p>< strong> A concordância e a unidade dos tribunais podem ser determinantes na escolha de modelo de atuação</strong>: se mais intervencionista e proibitiva, como ocorreu durante a gestão do ministro Alexandre Moraes, de agosto de 2022 a junho de 2024, ou mais liberal, considera Moreth.</p> < p>“Eu tenho um grau de preocupação, não porque eu não defendo o debate mais livre quando é um debate de ideias, mas quando é uma arena de ofensa e de mentira”, alerta.</p> < p> Na avaliação do cientista político Marcus Ianoni, o < strong> ministro Nunes Marques “tende para ideia mais expandida de liberdade de expressão, em nome do suposto debate”</strong>. A atenção se volta para prazos e deliberações.


Mas o TSE poderá impor limites, avalia.</p> < p>“A liberdade de expressão não pode ser usada para viabilizar qualquer tipo de expressão, como mentiras, calúnia, difamação e injúria. Enfim, tem certos limites previstos na lei”, pondera Ianoni.</p> < h2> Pesquisas</h2> < p> O professor também se preocupa com a divulgação de pesquisas eleitorais.


</p> < blockquote> < p>“Acho que o TSE tem que estar devidamente capacitado para garantir que as regras das pesquisas sejam respeitadas e para combater eventuais pesquisas, digamos, clandestinas, que possam tentar confundir a cabeça do eleitor”, diz.</p> </blockquote> < p> Para ele, a legislação pode estar adequada para evitar a veiculação de resultados fraudulentos, porém é preciso fiscalização efetiva. </p> < p>“É proibido atravessar o sinal vermelho, mas se não tiver um guarda de trânsito ali ou um radar, a pessoa pode atravessar o sinal vermelho sem nenhuma consequência”, compara.</p> < p>< strong> Fraudes em pesquisas eleitorais costumam ser denunciadas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep).</strong> A legislação determina a obrigação de registro na Justiça Eleitoral, o nome do estatístico responsável, além de informações sobre a amostra, o questionário e a aplicação.


O andamento agora depende dos próximos atos formais e das decisões previstas no rito institucional.




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