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Copom mantém redução moderada da Selic diante de incertezas geopolíticas

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Copom mantém redução moderada da Selic diante de incertezas geopolíticas

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mantendo a cautela diante das incertezas no Oriente Médio e da inflação elevada. O Copom ressaltou a necessidade de monitorar os impactos do conflito e a evolução das expectativas inflacionárias para ajustar a política monetária.


A decisão do Copom reflete a preocupação com os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem afetado a navegação no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo e fertilizantes. O colegiado destacou a possibilidade de impactos duradouros nas cadeias de produção e distribuição, além de efeitos indiretos sobre o nível de preços, especialmente em um cenário de volatilidade elevada nos preços de ativos e commodities.


A ata da reunião enfatiza que a permanência de incertezas, inclusive relacionadas à política econômica dos Estados Unidos, levou à manutenção de uma postura moderada na redução dos juros. O Copom alertou para a desancoragem das expectativas de inflação para o longo prazo, com projeções elevadas para os anos seguintes, o que justifica a continuidade de uma política monetária restritiva para controlar a inflação.


Antes da escalada do conflito, esperava-se uma queda mais acentuada da Selic, mas a conjuntura atual dificulta esse ritmo. A inflação projetada para este ano é de 4,89%, acima do limite superior da meta, que é 4,5%. Para 2027 e 2028, as expectativas também indicam valores elevados, reforçando o desafio para o Banco Central manter a inflação sob controle.


Desde junho de 2025 até março deste ano, a taxa Selic permaneceu em 15%, o maior patamar em quase 20 anos. A redução iniciada em março ocorre em meio à desaceleração da atividade econômica, mas o conflito no Oriente Médio e o aumento dos preços de combustíveis e alimentos exigem cautela para os próximos passos na política monetária.


O Banco Central segue atento aos impactos do cenário internacional para calibrar a taxa Selic e manter a estabilidade dos preços no país.




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