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Dólar dispara e bolsa cai com tensão no Oriente Médio

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Dólar dispara e bolsa cai com tensão no Oriente Médio

O dólar comercial subiu quase 2% nesta terça-feira, atingindo o maior valor desde janeiro, enquanto a bolsa brasileira registrou a maior queda do ano, acima de 3%. A alta da moeda americana e a queda do índice Ibovespa refletem a busca por ativos seguros em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.


O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, com alta de R$ 0,099, equivalente a 1,87%. Durante a manhã, a cotação chegou a R$ 5,34, mas desacelerou na parte da tarde. O Banco Central anunciou dois leilões de linha para venda de dólares, totalizando US$ 4 bilhões, mas cancelou as operações minutos depois, diante da volatilidade do mercado.


No mercado de ações, o índice Ibovespa fechou em queda de 3,27%, aos 183.104 pontos, com quase todas as ações do índice em baixa. A bolsa atingiu o menor patamar desde fevereiro, após ter alcançado recorde em 24 de outubro, com mais de 191 mil pontos. A instabilidade global impulsionou a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.


O agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos no Líbano e países do Golfo, elevou a tensão nos mercados. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial, enquanto o Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito. O preço do barril de petróleo Brent subiu mais de 4%, e o gás natural na Europa avançou 22%, aumentando preocupações com inflação e desaceleração econômica.


No cenário doméstico, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 2,3% em 2025, mas desacelerou no último trimestre, com alta de apenas 0,1%. A economia perdeu ritmo em relação a 2024, quando cresceu 3,4%. A expectativa é que o Banco Central reduza a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, menor corte do que os 0,5 pontos previstos anteriormente, devido ao cenário internacional e à inflação.


A volatilidade dos mercados deve continuar em meio às incertezas globais e à resposta das autoridades econômicas brasileiras.




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