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Preços da arroba do boi gordo devem subir no último trimestre com demanda chinesa e americana

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Preços da arroba do boi gordo devem subir no último trimestre com demanda chinesa e americana

As condições atuais dificultam que os produtores cadenciem o ritmo dos negócios, devido ao estado das pastagens e à necessidade de movimentar os confinamentos. O quase esgotamento da cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina é um fator relevante neste cenário. As indústrias ainda operam com capacidade ociosa para se ajustar à redução das exportações para o principal mercado brasileiro nos últimos anos.


A expectativa é que os preços da arroba do boi gordo subam de forma consistente no último trimestre, sustentados pela volta da demanda chinesa, que deve focar na cota de exportação do Brasil em 2027, pela forte procura dos Estados Unidos e pelo período de maior consumo no mercado interno. A menor participação de fêmeas em relação aos machos também contribui para a valorização intraanual do boi.


A movimentação econômica deve se intensificar a partir de setembro, com o período eleitoral, geração de empregos temporários típicos do fim do ano, redução de encargos e bonificações relacionadas às festas de fim de ano. No setor exportador, os abates e a produção de carne já são planejados para atender à China e aos Estados Unidos, evitando tarifas adicionais após o limite das cotas.


A estação de monta no Brasil estimula a retenção de matrizes, o que deve acelerar a valorização dos preços da reposição até o final do ano. No mercado físico, os preços do boi gordo a prazo apresentaram recuos em várias praças no início de julho, com destaque para São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia, enquanto Mato Grosso do Sul manteve os valores estáveis.


As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada alcançaram US$ 288,346 milhões em julho até o momento, com média diária de US$ 96,115 milhões. O volume exportado chegou a 45,169 mil toneladas, com média diária de 15,056 mil toneladas. Em comparação a julho de 2025, houve aumento de 43,9% no valor médio diário, 25,1% na quantidade média diária e 15% no preço médio.




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