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Juros futuros sobem com tensão entre EUA e Irã e impacto do petróleo na inflação

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Juros futuros sobem com tensão entre EUA e Irã e impacto do petróleo na inflação

As taxas de juros futuros registraram alta, apesar de perderem parte do ímpeto ao longo do dia, diante de novas ameaças de ataques e alertas de retaliação relacionados ao conflito entre Estados Unidos e Irã. No fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 14,04% para 14,055%, o DI para janeiro de 2029 avançou de 14,285% para 14,38%, e o DI para janeiro de 2031 passou de 14,385% para 14,485%.


O movimento refletiu o retorno do petróleo ao centro das atenções do mercado, diante do risco de pressão adicional sobre a inflação. O cenário eleva a complexidade para os bancos centrais, especialmente com o fluxo no Estreito de Ormuz ainda comprometido, o que pode afetar o abastecimento global de petróleo.


As taxas já começaram o pregão pressionadas após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogar uma licença que permitia a venda de petróleo de origem iraniana. Em seguida, forças militares americanas realizaram ataques contra o Irã em retaliação a ofensivas de Teerã contra embarcações comerciais na região de Ormuz.


Durante o dia, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do vice-presidente JD Vance reforçaram a aversão ao risco. Trump afirmou que o acordo temporário de cessar-fogo com o Irã "acabou" e mencionou a possibilidade de uma operação militar ainda nesta quarta-feira. Vance alertou que os EUA responderão caso o Irã volte a atacar navios.


No mercado de opções digitais do Copom, 71% das apostas indicaram corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de agosto, enquanto 28% apontaram para manutenção da taxa em 14,25%. Contudo, agentes avaliam que uma nova alta do petróleo pode alterar a expectativa de redução dos juros no Brasil.


No exterior, a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) não teve impacto relevante sobre a curva de Treasuries nem sobre a curva local. O documento confirmou uma postura mais conservadora do Federal Reserve, valiação de economistas. Com o risco geopolítico, o foco no petróleo e as expectativas para a política monetária, a curva de juros brasileira encerrou o dia em alta, especialmente nos vencimentos mais longos.




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