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Camelôs protestam contra fiscalização rígida na orla da zona sul do Rio

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Camelôs protestam contra fiscalização rígida na orla da zona sul do Rio

Camelôs de diversas regiões do Rio de Janeiro realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura contra as medidas de ordenamento urbano na orla da zona sul. Eles reclamam que a fiscalização tem impedido o exercício do trabalho e pedem diálogo direto com o prefeito Eduardo Cavaliere.


O protesto aconteceu um dia após o lançamento do Programa Tolerância Zero, que prevê fiscalização permanente a partir de 16 de julho no Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. O programa tem como foco desarticular estruturas do crime organizado que exploram ilegalmente pontos comerciais em áreas públicas, não atingindo trabalhadores autorizados.


O prefeito Eduardo Cavaliere ressaltou que o objetivo é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado, destacando que vender produtos de origem ilegal ou alugar equipamentos com origem criminosa é crime. O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou que a operação será permanente e baseada em ações de inteligência com as forças de segurança, com fiscalização diária, patrulhamento ostensivo e apreensão de mercadorias irregulares.


Durante a manifestação, camelôs defenderam que a categoria não deve ser associada ao crime organizado e que apenas os que cometem irregularidades devem ser punidos. Muitos aguardam há anos a regularização junto à prefeitura, com protocolos antigos desde 2001, mas sem respostas. A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs pediu que a prefeitura avance na regularização dos trabalhadores e solicitou reunião direta com o prefeito para discutir o tema.


O Programa Tolerância Zero, instituído por decreto municipal, estabelece fiscalização diária do comércio ambulante sem autorização, apreensão de mercadorias sem comprovação de origem, combate a depósitos clandestinos, remoção de estruturas irregulares e monitoramento por drones e câmeras. A ação será coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública com apoio da Guarda Municipal, forças estaduais de segurança e do Centro de Operações e Resiliência.


A prefeitura mantém o compromisso de combater o comércio irregular enquanto camelôs buscam regularização e diálogo direto para garantir o direito ao trabalho.




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