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Governo adia fim da subvenção à gasolina e diesel diante da alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

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Governo adia fim da subvenção à gasolina e diesel diante da alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

A retomada das ofensivas entre Estados Unidos e Irã provocou uma mudança no planejamento do governo federal em relação aos subsídios dos combustíveis. A reavaliação do fim da subvenção à gasolina, prevista para esta semana, foi adiada, assim como a retirada integral do subsídio ao diesel.


O preço do petróleo, que estava próximo de US$ 60 o barril, subiu para cerca de US$ 80, impulsionado pela nova escalada do conflito no Oriente Médio.


Nas discussões internas, há a possibilidade de que o subsídio ao diesel seja reajustado novamente caso o preço da commodity volte a subir, como ocorreu em abril. Até o momento, foram retirados R$ 0,35 do subsídio, mantendo-se um valor remanescente de R$ 1,12.


A Petrobras, uma das poucas empresas participantes do programa de subvenção, já recebeu R$ 4,7 bilhões para comercializar diesel no mercado interno sem sofrer a volatilidade dos preços internacionais. A expectativa inicial era que a estatal reduzisse o preço da gasolina após a retirada do subsídio, mas essa decisão também foi postergada devido à instabilidade no Oriente Médio.


No contexto das tensões, o presidente dos Estados Unidos anunciou que poderá adotar medidas contra o Irã que podem elevar ainda mais o preço do petróleo. Diante desse cenário, o governo brasileiro mantém sob revisão o calendário para alterações nos subsídios da gasolina e do diesel.




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