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Empresário sequestrado envia pedido de ajuda antes de ser encontrado morto em Pernambuco

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Empresário sequestrado envia pedido de ajuda antes de ser encontrado morto em Pernambuco

Edvaldo Souza Salviano conseguiu enviar um último pedido de ajuda enquanto era mantido em cárcere dentro do porta-malas do próprio veículo. Em áudios encaminhados à esposa e a um amigo, ele afirmou estar sendo sequestrado, identificou o suspeito e compartilhou a localização em tempo real pouco antes de ser encontrado morto ao lado do irmão, Edmilson Souza Salviano, de 49 anos, no sertão de Pernambuco.


Nas gravações, Edvaldo alertou que o homem responsável pelo sequestro estava armado e pediu que não recebessem ligações para evitar levantar suspeitas. Os irmãos desapareceram no último domingo, 5, em Ouricuri, e foram localizados sem vida horas depois no município de Exu.


O principal suspeito, Lázaro José da Silva Filho, conhecido como "Novinho", foi preso em flagrante. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Ao perceber a gravidade da situação, Edvaldo acionou outra pessoa próxima da família, e ambos passaram a acompanhar a localização compartilhada pela vítima enquanto tentavam contato com a Polícia Militar.


Durante as buscas, eles avistaram o suspeito caminhando às margens da rodovia. Pouco depois, encontraram o carro das vítimas em uma ribanceira, entre 10 e 15 metros abaixo da pista. Edvaldo estava trancado no porta-malas, enquanto Edmilson foi encontrado no banco traseiro.


A esposa de Edvaldo relatou que procurou imediatamente as autoridades após receber os áudios e a localização enviados pelo marido. Ela afirmou conhecer Lázaro há cerca de 15 anos, desde o início do casamento, mas disse desconhecer qualquer conflito que pudesse explicar o crime. Em depoimento, contou ainda que o suspeito havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio cerca de sete anos atrás e, desde então, apresentava comportamento considerado incomum, mantendo uma vida mais isolada.


Familiares confirmaram que havia uma relação de amizade entre o investigado e os irmãos. Já Edmilson era proprietário de uma fazenda frequentada pelo suspeito.


Durante o interrogatório, Lázaro exerceu o direito de permanecer em silêncio. Na audiência de custódia, alegou ter sofrido agressões no momento da prisão, mas a Justiça manteve a prisão preventiva.




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