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Estados Unidos avaliam tarifas contra o Brasil em audiências públicas do USTR

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Estados Unidos avaliam tarifas contra o Brasil em audiências públicas do USTR

As audiências públicas do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) começaram nesta segunda-feira (6) para debater possíveis medidas comerciais contra o Brasil no âmbito da Seção 301, dispositivo da lei comercial americana que autoriza o presidente dos Estados Unidos a aplicar sanções unilaterais contra países estrangeiros.


As autoridades brasileiras argumentam que a tarifa de 25% prejudicaria os consumidores norte-americanos, já que o Brasil é um fornecedor importante de alimentos, celulose, aço e componentes industriais para os Estados Unidos.


Participam das audiências representantes de entidades ligadas às cadeias produtivas de arroz, café, mel, pecuária, etanol e outras áreas do setor agroindustrial, além de autoridades da indústria nacional e do Itamaraty.


O setor cafeeiro, um dos mais afetados pela possível sobretaxa, defende a manutenção da isenção tarifária para o café brasileiro e a inclusão do café solúvel na lista de produtos livres de tarifas. Diferentemente de carnes e frutas, que já constavam na lista preliminar de isenções proposta pelo governo Trump, o café solúvel ainda está ameaçado pela sobretaxa.


A cadeia produtiva nacional garante abastecimento regular, com rastreabilidade e conformidade socioambiental. Além disso, os Estados Unidos têm produção limitada de café solúvel, enquanto o Brasil representa mais de 30% das importações americanas desse produto nos últimos cinco anos.


Para o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), manter o café livre de tarifas e ampliar a isenção ao café solúvel evita impactos negativos para a indústria americana e para os consumidores dos Estados Unidos.




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