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Metrô Bahia: 12 anos e o desenho silencioso de uma cidade extraordinária

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Metrô Bahia: 12 anos e o desenho silencioso de uma cidade extraordinária

Desde 2014, quando entrou em operação, o metrô passou a interferir de maneira concreta no que o sociólogo francês Henri Lefebvre chamou de "direito à cidade", não apenas o acesso físico aos espaços urbanos, mas a possibilidade real de usufruí-los. Hoje, mais de 400 mil pessoas utilizam o metrô em dias úteis.


Mas os números, embora relevantes, contam apenas uma parte da história. Ao longo desses 12 anos, foram mais de 860 milhões de deslocamentos que significam, na prática, acesso a trabalho, estudo, saúde, lazer.


Nesse sentido, o impacto do metrô amplia o repertório de possibilidades cotidianas. Permite que alguém more de um lado da região metropolitana e trabalhe em outro sem que isso implique exaustão física ou custo proibitivo.


E isso, em contextos urbanos complexos como o de Salvador, é transformação social concreta. Há, no entanto, um aspecto menos mensurável, mas igualmente relevante: a construção de um espaço de confiança.




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