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Jardim do Méier traduz expansão dos subúrbios e se torna símbolo da memória local

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Jardim do Méier traduz expansão dos subúrbios e se torna símbolo da memória local

O Méier cresceu com força a partir da segunda metade do século XIX, impulsionado pela estação ferroviária inaugurada em 1889 e pela chegada de uma classe média que buscava moradia mais barata e condições melhores do que as do Centro. A expansão suburbana, intensificada no início do século XX pelas reformas urbanas, consolidou o bairro como um dos principais polos dessa transformação, a ponto de ser chamado de "capital dos subúrbios".


É nesse contexto que surge o Jardim do Méier, uma das praças mais antigas da Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurado em 24 de maio de 1919 pelo então prefeito Paulo de Frontin, o espaço ocupa 13 mil metros quadrados em uma antiga chácara.


Seu nome homenageia Augusto Estrada Meyer, antigo proprietário das terras na época do Império.


O projeto original reunia lago, chafariz e traçado geométrico com influência do paisagismo francês, além de um coreto hexagonal de alvenaria sobre porão alto, pensado como palco da vida social do bairro. Mais do que uma área verde, o jardim levava aos subúrbios uma experiência urbana que antes estava restrita ao Passeio Público.




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