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Taxas futuras de juros sobem após PIB do primeiro trimestre indicar atividade econômica resiliente

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Taxas futuras de juros sobem após PIB do primeiro trimestre indicar atividade econômica resiliente

Durante a tarde, os contratos de juros oscilaram sem um fator único, refletindo a pressão dos indicadores econômicos brasileiros e a cautela diante das negociações entre Estados Unidos e Irã. No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 14,053% para 14,09%. O DI para janeiro de 2029 avançou de 13,805% para 13,86%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 teve leve variação, passando de 13,895% para 13,885%.


A curva de juros brasileira voltou a apresentar dinâmica mais influenciada pelo cenário interno do que pelos ativos externos. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal, resultado alinhado à mediana das estimativas.


O desempenho do PIB mostrou um crescimento mais fraco no setor agropecuário, enquanto os setores de serviços e indústria apresentaram resultados positivos, sustentando a percepção de uma economia ainda aquecida. Esse cenário reforça a expectativa de espaço limitado para cortes na taxa básica de juros, a Selic.


Na semana, apesar da queda de cerca de 10% nos preços do petróleo, a curva futura de juros teve fechamento discreto. A Tendências Consultoria revisou para cima suas projeções da Selic, elevando a estimativa para o fim de 2026 de 13,00% para 13,50% e para 2027 de 10,50% para 11,25%.


Para o setor agropecuário, a trajetória dos juros é fundamental, pois impacta o custo financeiro das operações de crédito, do capital de giro e dos investimentos em máquinas, armazenagem e expansão produtiva. Embora o texto não detalhe linhas específicas de crédito rural, o comportamento da curva de juros é um indicador relevante para o ambiente de financiamento.


No final da tarde, a curva indicava uma probabilidade de cerca de 80% para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, praticamente estável em relação ao dia anterior, com taxa terminal próxima de 14% ao final do ano. Novos dados de inflação, atividade econômica e sinais do cenário externo devem continuar influenciando o ritmo dessa precificação.




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