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Mercúrio e chumbo são detectados em caranguejo-uçá no litoral do Paraná

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Mercúrio e chumbo são detectados em caranguejo-uçá no litoral do Paraná

O estudo foi realizado em áreas de manguezal próximas ao Porto de Paranaguá, abrangendo também zonas turísticas e territórios tradicionais. A pesquisa indicou que a presença dos metais varia local e a época do ano, sem registro constante em todos os pontos monitorados.


Coordenada pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a pesquisa integra o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar). Atualmente, o foco está em calcular o potencial de exposição a metais tóxicos pelo consumo do caranguejo-uçá contaminado.


O consumo do caranguejo é sazonal e regionalmente concentrado, principalmente fora do período de defeso, que vai de dezembro a meados de março. Os animais avaliados apresentaram atividade biológica normal, sem sinais evidentes de comprometimento.


Entre as hipóteses em análise estão a eliminação dos contaminantes pela carapaça, que se renova periodicamente, e a influência da alimentação baseada em folhas de mangue. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a origem dos metais nem sobre os limites de risco para o consumo.


A pesca de caranguejo movimentou cerca de R$ 9,8 milhões no Paraná em 2024, com destaque para os municípios de Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. O monitoramento é fundamental para pescadores, extrativistas, comércio local e consumidores.


Os resultados reforçam a importância da continuidade do monitoramento nos manguezais e de estudos complementares sobre bioacumulação, origem dos metais e segurança alimentar. Sem esses dados, não é possível estimar o impacto direto na atividade extrativa nem definir orientações sanitárias mais amplas.




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