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Presidente da Alerj reage a declarações de Lula sobre Parlamento fluminense

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Presidente da Alerj reage a declarações de Lula sobre Parlamento fluminense

Douglas Ruas abriu a sessão plenária desta terça-feira (26) com uma resposta às declarações do presidente Lula feitas no sábado (23), em Manguinhos, na Fiocruz. Na ocasião, Lula defendeu a permanência do governador em exercício Ricardo Couto e afirmou que, se a escolha tivesse passado pela Alerj, "viria um miliciano".


Durante o discurso no plenário, Ruas afirmou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro respeita as instituições da República e espera o mesmo tratamento das autoridades nacionais, inclusive do presidente da República. Ele classificou como inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do estado.


O presidente da Alerj ressaltou que os deputados estaduais representam milhões de eleitores fluminenses e que um ataque generalizado a eles é, na verdade, um ataque ao povo do Rio de Janeiro. Ele cobrou que, caso Lula tenha suspeitas contra algum parlamentar, apresente denúncias formais às autoridades competentes e sugeriu que o presidente reflita sobre suas declarações e, se for o caso, se retrate.


No discurso, Ruas também relacionou os problemas de segurança pública do estado à falta de políticas nacionais eficazes no combate ao tráfico de armas, à entrada de armamentos pelas fronteiras e à expansão das facções criminosas pelo país. Ele pediu equilíbrio e responsabilidade, rejeitando declarações que estimulem a divisão política ou prejulguem instituições.


A segunda vice-presidente da Alerj, deputada Tia Ju, classificou a declaração como uma afronta aos eleitores do Rio de Janeiro, afirmando que o discurso presidencial desrespeita o voto popular e o sistema democrático de direito.


A Assembleia Legislativa divulgou uma nota oficial reafirmando o respeito às instituições da República e exigindo o mesmo das autoridades nacionais. O texto destaca que a Alerj é uma instituição democrática e legítima, que enfrenta desafios históricos na segurança pública, muitos deles relacionados à ausência de políticas nacionais eficazes contra o crime organizado. A nota conclui que o momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade.




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