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Desafios e desigualdades enfrentados por jovens vulneráveis no Brasil

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Desafios e desigualdades enfrentados por jovens vulneráveis no Brasil

Uma pesquisa reúne 14 artigos que analisam os desafios enfrentados por jovens vulneráveis em diferentes grupos no Brasil, destacando desigualdades estruturais que comprometem o acesso a direitos básicos. O estudo aponta que fatores como trabalho informal, violência urbana e dificuldades no acesso à educação afetam especialmente jovens negros, indígenas, quilombolas, rurais, LGBTQIAPN+ e outros grupos marginalizados.


O trabalho foi produzido por especialistas de diversas áreas e inclui relatos de jovens que enfrentam desigualdade no acesso a direitos. A pesquisa destaca que, entre os 46, 5 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos, 7, 9 milhões estão fora da escola sem concluir a educação básica, sendo que sete em cada dez são negros. Além disso, 11, 9 milhões vivem em situação de pobreza, com 74, 9% desses jovens em extrema pobreza sendo negros, e mulheres negras representando 40% da juventude pobre do país.


Nas áreas rurais, as desigualdades são ainda mais intensas, com 33% dos jovens fora da escola, o dobro do percentual das áreas urbanas. A informalidade atinge 69% dos jovens rurais, contra 41% dos urbanos. Entre indígenas, a taxa de analfabetismo é três vezes maior do que entre não indígenas, e apenas 42% dos jovens indígenas de 18 a 29 anos concluíram o ensino médio. Quilombolas apresentam atraso escolar em cerca de 30% dos estudantes, apesar do crescimento das matrículas em escolas quilombolas.


O estudo também chama atenção para os impactos da violência e discriminação nas trajetórias educacionais e profissionais. Jovens negros são vítimas de violência urbana em proporção quatro vezes maior do que jovens brancos. No caso das juventudes LGBTQIAPN+, agressões verbais, físicas e cyberbullying afetam diretamente a permanência escolar. A pesquisa reforça que desigualdades estruturais relacionadas a raça, renda, gênero e território comprometem o acesso a direitos e oportunidades para esses jovens.


O estudo busca contribuir para a construção de políticas públicas que considerem as vozes dos jovens e enfrentem as desigualdades persistentes em suas trajetórias.




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