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Dólar e petróleo sobem com tensões no Oriente Médio e dados econômicos no Brasil

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Dólar e petróleo sobem com tensões no Oriente Médio e dados econômicos no Brasil

O movimento de valorização do dólar ocorreu em meio à entrada de fluxo comercial, à alta de 3% do petróleo Brent e ao aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio, após novos episódios envolvendo Estados Unidos e Irã. No Brasil, investidores também reagiram aos dados divulgados sobre conta corrente, investimento direto e fluxo cambial pelo Banco Central.


No mercado internacional, a moeda norte-americana recuava frente a moedas fortes, mas avançava majoritariamente contra outras moedas emergentes ligadas a commodities. Paralelamente, os juros futuros no Brasil apresentavam tendência de alta, em um cenário de cautela diante dos possíveis efeitos da energia sobre a inflação, ainda que limitados pela queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.


Em relação ao conflito no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter detectado uma incursão aérea dos Estados Unidos no Golfo e declarou ter derrubado um drone MQ-9. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter realizado ataques classificados como autodefesa no sul do Irã.


No âmbito doméstico, o Banco Central informou que o déficit em conta corrente somou US$ 1,765 bilhão em abril, acima da mediana das projeções, que indicava saldo negativo de US$ 100 milhões. Em 12 meses até abril, o déficit acumulado atingiu US$ 64,333 bilhões, equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB). O Investimento Direto no País (IDP) alcançou US$ 8,912 bilhões no mês, superando a mediana estimada de US$ 5,5 bilhões, e totalizou US$ 79,201 bilhões em 12 meses, ou 3,28% do PIB.


O fluxo cambial total do país ficou negativo em US$ 1,462 bilhão em maio até o dia 21, com saída líquida de US$ 6,811 bilhões no fluxo financeiro e entrada de US$ 5,348 bilhões no fluxo comercial. Para o agronegócio, a oscilação do dólar e do petróleo é relevante, pois influencia a formação de preços de exportação, combustíveis, fertilizantes e fretes, embora o impacto final dependa da duração do movimento e da reação dos mercados internacionais.


No curto prazo, a trajetória do câmbio deve continuar sensível à evolução do conflito no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e à entrada de recursos pelo canal comercial. Sem dados adicionais sobre exportações setoriais ou repasses de custos, não é possível dimensionar com precisão os efeitos sobre cadeias específicas do agronegócio.




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