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Vaquinha eleitoral cresce em Goiás e arrecada mais de R$ 113 mil para pré-candidatos

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Vaquinha eleitoral cresce em Goiás e arrecada mais de R$ 113 mil para pré-candidatos

O financiamento coletivo conhecido como vaquinha eleitoral vem ganhando força em Goiás, tornando-se uma ferramenta estratégica para pré-candidatos que buscam apoio pela internet. Até esta segunda-feira, 25, o valor arrecadado pelas vaquinhas eleitorais no estado soma R$ 113.254,22, distribuídos entre 19 candidatos.


O deputado federal Gustavo Gayer (PL) lidera a lista, acumulando sozinho R$ 81.689,08. A modalidade, regulamentada pela Justiça Eleitoral, permite arrecadar recursos destinados exclusivamente às despesas de campanha, como produção de material gráfico, impulsionamento nas redes sociais, contratação de equipe, combustível, aluguel de equipamentos, comunicação, contabilidade e eventos.


O uso dos valores é restrito e não pode ser direcionado a gastos pessoais ou a finalidades fora do processo eleitoral. A advogada eleitoralista Júlia Matos explica que os recursos arrecadados só podem ser utilizados em despesas permitidas pela legislação eleitoral e sempre vinculadas à campanha. Ela alerta que gastos pessoais, pagamentos sem comprovação ou despesas fora das regras podem gerar problemas na prestação de contas e até punições pela Justiça Eleitoral.


Outro ponto destacado pela especialista é a obrigatoriedade de devolução dos valores caso a candidatura não seja registrada oficialmente. Se o pré-candidato não tiver a candidatura registrada na Justiça Eleitoral, os recursos arrecadados não podem ser utilizados, e a própria plataforma de financiamento coletivo é obrigada a devolver os valores aos doadores. Mesmo sem efetivar a candidatura, há a obrigação de prestar contas, demonstrando toda a movimentação financeira realizada durante a vaquinha.


Não existe limite máximo de arrecadação para as campanhas, mas há regras claras. Cada doador pessoa física pode contribuir com até 10% da renda bruta recebida no ano anterior à eleição. Além disso, cada cargo disputado possui um teto de gastos definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Toda movimentação da vaquinha precisa ser informada na prestação de contas eleitoral, incluindo nome do doador, CPF, valor, data, forma de pagamento e até mesmo as taxas cobradas pela plataforma.


Entre os pré-candidatos, Gustavo Gayer (PL) lidera com R$ 81.689,08 arrecadados junto a 694 apoiadores. Em seguida, aparece o Delegado Yasser (PT), pré-candidato a deputado estadual, com R$ 14.799,00 e 382 apoiadores. Fabrício Rosa (PT), também pré-candidato a deputado estadual, soma R$ 5.886,00 com 49 apoiadores. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) arrecadou R$ 3.760,00 com 24 apoiadores, enquanto Fábio Sousa (PL) obteve R$ 2.584,00 com 13 apoiadores.


Outros pré-candidatos com valores arrecadados incluem João Noleto (Missão), com R$ 836,14; Flaviane Santos (PT), com R$ 570,00; Delúbio Soares, com R$ 400,00; e Guilherme Khalil (Missão), com R$ 230,00. Há ainda pré-candidatos que não receberam nenhuma contribuição até o momento, como Flávio Coutinho, Mauro Rubem, Hebert Cardoso, Alan Vital, Fred Rodrigues, Rafael Vasconcelos, Fagner Santos e Giselda Martins.


A advogada Júlia Matos destaca que a vaquinha eleitoral é mais do que uma ferramenta de arrecadação: é também um teste de mobilização e credibilidade junto ao eleitorado.




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