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China e Estados Unidos disputam influência econômica e estratégica na África

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China e Estados Unidos disputam influência econômica e estratégica na África

A China mantém a liderança como principal parceiro comercial da África há 17 anos, investindo em projetos que vão além da cooperação industrial, como o Parque Industrial PK24, nos arredores de Abidjan, na Costa do Marfim.


Em 2025, o continente recebeu US$ 61,2 bilhões dos US$ 213 bilhões investidos pela China globalmente, com destaque para Nigéria e República do Congo.


Além da China, a Rússia também tem ampliado sua presença na África, especialmente no setor energético, com investimentos em centrais elétricas e usinas nucleares, como o acordo recente com a Etiópia. Angola exemplifica a relação com a China, que financiou o país após a guerra civil, com pagamentos vinculados ao petróleo, o que levou a investimentos em refinarias e redução da dependência do petróleo bruto.


Os Estados Unidos, preocupados com a expansão chinesa, têm buscado competir no acesso a minerais críticos e terras raras, essenciais para tecnologia e defesa. A mediação de um acordo de paz entre República Democrática do Congo e Ruanda, que garantiu acesso ao cobalto congolês, é parte dessa estratégia. Washington também investe em infraestrutura, como a revitalização do Corredor de Lobito, em Angola, para fortalecer sua presença no continente.




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