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Governo do RJ gastou mais de R$ 5,8 milhões em voos de jatinhos sem passageiros na gestão de Cláudio Castro

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Governo do RJ gastou mais de R$ 5,8 milhões em voos de jatinhos sem passageiros na gestão de Cláudio Castro

O Governo do Estado do Rio de Janeiro gastou cerca de R$ 18,5 milhões com jatinhos contratados para deslocamentos do então governador Cláudio Castro (PL) entre abril de 2023 e março de 2026. As aeronaves percorreram 274 mil quilômetros, dos quais aproximadamente 86 mil quilômetros foram voos sem passageiros, distância equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra.


O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) passou a investigar o uso das aeronaves durante a gestão de Cláudio Castro. O conselheiro José Gomes Graciosa determinou que órgãos do governo e empresas contratadas apresentem informações detalhadas sobre o uso de jatinhos e helicópteros. A decisão foi tomada após representação da deputada estadual Martha Rocha (PDT) e aponta possíveis irregularidades, como viagens sem comprovação de interesse público, transporte de pessoas sem vínculo funcional e falhas na documentação das despesas.


O TCE-RJ estabeleceu prazo de cinco dias para o envio de diários de bordo, listas de passageiros, agendas oficiais, registros de voo e justificativas institucionais dos deslocamentos realizados entre março de 2023 e março de 2026. A empresa Líder Táxi Aéreo deverá apresentar manifestos de passageiros, ordens de serviço, notas fiscais e registros completos das viagens. Também foram acionados a Casa Civil, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Secretaria Estadual de Fazenda, a Controladoria-Geral do Estado e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).


Entre as viagens questionadas, destaca-se uma realizada em novembro de 2023 com destino a Porto Alegre, que contou com a presença de familiares de Cláudio Castro e do então assessor Diego Faro, hoje vereador do Rio pelo PL, além dos próprios políticos. Reportagens anteriores também apontaram deslocamentos para eventos como o Carnaval de Salvador, a corrida de Fórmula 1 em Interlagos, São Paulo, e o Festival de Turismo de Gramado, no Rio Grande do Sul. O TCE-RJ ressaltou a necessidade de apurar se todos os deslocamentos tinham relação direta com agendas públicas.


Apesar dos questionamentos, o conselheiro José Gomes Graciosa não suspendeu os pagamentos ligados aos contratos das aeronaves neste momento. Ele determinou a abertura de uma auditoria especial para examinar os contratos, os termos aditivos e a legitimidade do uso dos jatinhos fretados e dos helicópteros do estado.


Em nota, Cláudio Castro afirmou que as viagens realizadas durante sua gestão seguiram a legislação vigente e obedeceram a critérios técnicos, institucionais e de segurança definidos pelo Gabinete de Segurança Institucional. O ex-governador declarou que os deslocamentos estavam ligados a agendas públicas e institucionais, incluindo compromissos em Brasília, e que prestará esclarecimentos aos órgãos competentes dentro do prazo solicitado.




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