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Deputados goianos divergem sobre emenda que propõe mudanças na escala de trabalho

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Deputados goianos divergem sobre emenda que propõe mudanças na escala de trabalho

Apesar disso, ele declarou ser favorável à discussão sobre alterações na escala atual, mas negou apoio ao texto específico que recebeu sua assinatura.


A emenda que sugere a transição na escala de trabalho foi assinada por 171 parlamentares, incluindo nove deputados da bancada goiana: Gustavo Gayer (PL), Magda Mofatto (PL), Glaustin da Fokus (Podemos), José Nelto (UB), Célio Silveira (MDB), Zacharias Calil (MDB), Marussa Boldrin (Republicanos), Daniel Agrobom (PSD) e Ismael Alexandrino (PSD).


Glaustin da Fokus adotou uma postura mais cautelosa, defendendo uma discussão ampla sobre as relações de trabalho no país antes da aprovação de mudanças definitivas. Ele ressaltou que a dinâmica das famílias mudou e que a proposta deve ser debatida com responsabilidade, destacando preocupação com os impactos econômicos, especialmente para pequenos empresários.


O deputado alertou que o aumento dos custos trabalhistas pode levar à perda de empregos formais, já que o empregador arca com despesas maiores e, consequentemente, o trabalhador pode ficar desempregado. Ele reconheceu que não há estudos conclusivos que indiquem desemprego em massa, mas citou experiências internacionais com jornadas de trabalho variadas, como 40 horas na Europa e até 36 horas em alguns países.


Ao ser questionado sobre seu voto caso a proposta fosse apreciada atualmente, Glaustin afirmou que proteger o emprego é fundamental para o crescimento do país. Ele ressaltou que mais de 90% das empresas brasileiras são pequenos negócios, o que exige cautela para evitar o aumento da informalidade.


Sobre relatos de exaustão física e mental de trabalhadores submetidos à escala 6×1, o deputado destacou que o equilíbrio entre proteção social e viabilidade econômica deve guiar o debate. Ele alertou que custos trabalhistas elevados podem gerar inflação ao aumentar o preço de produtos e serviços.


Apesar das ressalvas, Glaustin defendeu uma transição gradual para as mudanças, semelhante ao modelo adotado na reforma tributária brasileira, e citou experiências internacionais, como na Espanha e Bélgica, onde alterações nas jornadas foram implementadas de forma experimental e progressiva.


Quanto ao prazo de dez anos cogitado para a transição, o deputado admitiu que esse período pode ser reduzido durante as discussões legislativas, sugerindo que o debate deve considerar um tempo menor para a adaptação.




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