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Grupos jihadistas cercam Bamako e ameaçam estabilidade da Aliança dos Estados do Sahel

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Grupos jihadistas cercam Bamako e ameaçam estabilidade da Aliança dos Estados do Sahel

No dia 25 de abril, o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM) e a Frente de Libertação do Azaward (FLA) realizaram ataques coordenados que resultaram na tomada de cidades e territórios do Mali, incluindo Kidal, e no assassinato do ministro da Defesa, Sadio Camara.


Esses grupos jihadistas montaram barreiras no acesso à capital Bamako para forçar a rendição do governo do presidente Assimi Goïta, ampliando um cerco que já dura meses e dificulta o abastecimento da cidade.


O pesquisador Eden Pereira Lopes da Silva alertou que a queda do Mali, maior país territorialmente da Aliança dos Estados do Sahel (AES), poderia criar uma situação semelhante à da Líbia na região, afetando Burkina Faso, Níger e outros países da África Ocidental.


A AES condenou os ataques em nota oficial, classificando-os como "bárbaros e desumanos" e atribuindo-os a uma conspiração contra a luta de libertação do Sahel promovida pela aliança.


Desde 2020, os governos nacionalistas da AES têm se afastado da influência da França, antiga colonizadora, o que levou à expulsão desses países da Comunidade Econômica da África Ocidental (Cedeao) e ao isolamento político regional.


O Mali acusa formalmente a França de apoiar grupos terroristas no Sahel, denúncia rejeitada pelo governo francês, que afirma combater esses grupos há nove anos e lamenta a perda de 59 soldados na região.


Em contrapartida, os países da AES recebem apoio militar da Rússia, especialmente por meio do grupo Wagner, mas analistas apontam que esse suporte não tem sido suficiente para conter a ofensiva jihadista.




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