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EUA encerram prazo para guerra com Irã sem autorização do Congresso

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EUA encerram prazo para guerra com Irã sem autorização do Congresso

O prazo de 60 dias para que o governo dos Estados Unidos promova uma guerra sem autorização do Congresso termina nesta sexta-feira, 1º de maio. O governo afirma que o conflito está suspenso após um cessar-fogo negociado em 7 de abril, mas parlamentares questionam essa interpretação e o tema pode ser judicializado.


O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado que o país está em um cessar-fogo com o Irã, o que justificaria a suspensão do conflito. O prazo legal de 60 dias para ações militares sem autorização do Congresso pode ser prorrogado por mais 30 dias se o presidente certificar a necessidade militar por escrito.


O senador democrata Tim Kaine afirmou que o prazo termina nesta sexta-feira e que a questão terá implicações jurídicas importantes para o governo. Parlamentares democratas e alguns republicanos têm exigido que o governo peça formalmente a prorrogação e justifique o pedido, mas pelo menos seis tentativas de barrar o conflito foram rejeitadas no Congresso, onde a maioria republicana apoia o governo.


O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, afirmou que os EUA não estão em guerra com o Irã e que atualmente tentam negociar a paz. No entanto, juristas questionam a interpretação do governo e esperam que o assunto seja levado à Suprema Corte, que pode fortalecer o sentimento antiguerra, especialmente entre os democratas, em ano eleitoral.


A insatisfação cresce dentro do partido republicano devido à impopularidade da guerra e ao aumento do preço dos combustíveis, causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. A senadora republicana Susan Collins votou a favor de restrições aos poderes presidenciais para a guerra, argumentando que não há provas de ameaça iminente do Irã aos EUA, e que o país não está mais seguro por causa do conflito.


O prazo legal termina hoje e o debate sobre a continuidade da ação militar dos EUA contra o Irã segue com questionamentos políticos e jurídicos no Congresso e na sociedade.




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