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Presidente do Banco Central afirma que orientação era agir de forma técnica no caso do Banco Master

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Presidente do Banco Central afirma que orientação era agir de forma técnica no caso do Banco Master

Gabriel Galípolo declarou que recebeu do presidente da República a orientação para investigar sem exageros e com autonomia no caso do Banco Master. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o orientou a agir de maneira técnica e sem 'pirotecnia' ao investigar o Banco Master. Galípolo destacou que tinha autonomia para perseguir e investigar qualquer pessoa envolvida,.


Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, Galípolo relatou que participou de uma reunião no Palácio do Planalto em dezembro de 2024, pouco antes de assumir o comando do Banco Central, para tratar da situação do Banco Master, que enfrentava problemas de liquidez e dificuldades para captar recursos com garantia do Fundo Garantidor de Créditos.


Na reunião, estavam presentes o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-sócio do Master Augusto Lima, ministros Rui Costa e Alexandre Silveira, o economista Guido Mantega e o presidente Lula. Vorcaro alegava que o banco sofria resistência do mercado financeiro por gerar concorrência, tese que Galípolo considerou pouco aderente à realidade, dado o tamanho do banco.


Galípolo afirmou que Lula foi evasivo durante a reunião e ressaltou que o tema não cabia à Presidência da República, mas ao Banco Central, onde ele agiria tecnicamente. Após essa reunião, Galípolo não retornou ao Planalto para discutir o assunto e não tratou do caso com o ex-ministro Fernando Haddad ou com o ministro Alexandre de Moraes.


Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, que na ocasião possuía em caixa apenas 10% do valor necessário para pagar os CDBs vencidos. O banco controlado por Vorcaro cresceu rapidamente oferecendo CDBs com rentabilidade acima da média, mas passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto sua liquidez real se deteriorava.


O caso do Banco Master evidencia a atuação técnica do Banco Central diante de problemas financeiros graves, seguindo a orientação presidencial para evitar exageros nas investigações.




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