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Milhares de indígenas marcham em Brasília por seus direitos

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Milhares de indígenas marcham em Brasília por seus direitos

Milhares de indígenas de diversos povos do Brasil realizam uma marcha pela Esplanada dos Ministérios em Brasília nesta terça-feira, dia 7. O ato faz parte da 22ª edição do Acampamento Terra Livre, considerado a maior mobilização do movimento indígena no país, que começou no domingo, dia 5.


Os representantes de 391 povos indígenas, incluindo tikuna, kokama, makuxí, tupinambá, pataxó, krahô, apinajé, guajajara, krikati e gavião, saíram do palco principal do Acampamento Terra Livre no Eixo Cultural Ibero-Americano às 9h30. Sob sol forte, o grupo percorreu os 6 quilômetros até o Congresso Nacional, local que concentra as principais críticas do movimento.


Os indígenas acusam a maioria dos deputados federais e senadores de propor e aprovar leis que ameaçam os direitos constitucionais dos povos originários, colocando em risco seus territórios e modos de vida. Também responsabilizam parlamentares e governos federal e estaduais por cederem à pressão do agronegócio, mineração e grandes empreendimentos, permitindo a exploração econômica de terras tradicionais por não indígenas.


Durante a marcha, os indígenas estavam pintados e usavam adereços típicos de suas etnias, carregando faixas com mensagens como "Congresso Inimigo Dos Povos", "Nosso Território Não Está À Venda" e "Marco Temporal É Golpe". Para atender a um acordo com órgãos de segurança do Distrito Federal, eles deixaram armas tradicionais no acampamento e ocuparam parte do gramado do Eixo Monumental.


O Marco Temporal, tese jurídica que limita os direitos indígenas aos territórios ocupados em outubro de 1988, foi alvo constante das críticas. O Supremo Tribunal Federal julgou essa tese inconstitucional em 2023, mas o Senado aprovou em 2025 uma proposta de emenda à Constituição que impõe esse limite às demarcações. A proposta retornou à Câmara dos Deputados para nova análise após modificações feitas pelos senadores.


A mobilização indígena em Brasília reforça a luta por direitos e demarcações, mantendo o debate vivo no cenário político nacional.




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