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Desabamento de casarão histórico no Recife deixa duas mortes e expõe risco em moradias precárias

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Desabamento de casarão histórico no Recife deixa duas mortes e expõe risco em moradias precárias

Um casarão antigo na Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife, desabou na noite de segunda-feira (6), resultando em duas mortes e duas pessoas feridas, além de evidenciar os perigos das ocupações irregulares em áreas vulneráveis da capital pernambucana.


O desabamento ocorreu por volta das 20h, próximo ao cruzamento das ruas Bernardo Vieira de Melo e do Ocidente. O imóvel abrigava seis moradias improvisadas e era monitorado pela Defesa Civil há anos devido ao risco de colapso. Havia um processo administrativo em andamento para retirada dos moradores, e a Prefeitura do Recife já havia oferecido indenização e auxílio-moradia, mas parte dos ocupantes resistia a deixar o local.


As vítimas fatais foram identificadas como Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, de 45 anos. Duas outras pessoas foram resgatadas com vida e levadas ao Hospital da Restauração, onde permanecem em estado estável após sofrerem politraumatismos. Um cachorro também foi resgatado após passar horas sob os escombros.


O desabamento ocorreu durante uma noite de chuvas intensas na cidade, que estava sob alerta da Agência Pernambucana de Águas e Clima para pancadas moderadas a fortes. A capital chegou a entrar em estágio de mobilização devido ao risco elevado para áreas vulneráveis e construções antigas.


Autoridades estaduais e municipais prestam apoio às famílias afetadas. A governadora de Pernambuco afirmou que o Estado atua em apoio às ações do município, enquanto o prefeito do Recife mobilizou equipes de assistência social para atender os familiares das vítimas. A Defesa Civil reforçou o alerta para moradores de áreas vulneráveis sobre os sinais de risco e orientou a evacuação imediata em caso de indícios de perigo.


A tragédia evidencia um problema antigo e recorrente na Comunidade do Pilar, que enfrenta déficit habitacional e atrasos em projetos de moradia popular desde 2009, fatores que contribuem para a ocupação irregular e o aumento do risco de desabamentos em imóveis deteriorados.




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