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Advogada argentina deixa o Brasil após caso de injúria racial no Rio

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Advogada argentina deixa o Brasil após caso de injúria racial no Rio

A advogada argentina Agostina Páez foi liberada no Rio de Janeiro após ser presa por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema. Ela já retornou à Argentina, mas continuará respondendo ao processo judicial no Brasil.


O incidente ocorreu em janeiro deste ano, quando Agostina ofendeu um funcionário negro do estabelecimento usando a palavra "mono", que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal. A motivação teria sido uma suposta cobrança indevida na conta do bar localizado na zona sul do Rio de Janeiro.


As vítimas tiveram seus relatos confirmados por testemunhas, imagens do circuito interno do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos. A acusação rejeitou a justificativa da advogada de que os gestos eram brincadeiras dirigidas às amigas presentes no local.


A Justiça do Rio autorizou o retorno da advogada após o pagamento de fiança no valor de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos. Ela teve o passaporte devolvido e a tornozeleira eletrônica retirada, mas o processo de injúria racial contra ela segue em andamento.


A injúria racial foi equiparada em 2023 ao crime de racismo, com pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, e é imprescritível. A pena aumenta quando cometida por mais pessoas, por funcionário público ou em contextos de diversão ou recreação.


Agostina Páez manifestou arrependimento do ocorrido, enquanto o processo judicial continua tramitando no Brasil.




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