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Banco Central mantém juros em meio a tensão no Oriente Médio

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Banco Central mantém juros em meio a tensão no Oriente Médio

O Banco Central manteve a taxa Selic em 14,75% ao ano, sem indicar novo corte imediato. A decisão ocorre diante das incertezas causadas pela guerra no Oriente Médio, que impactam as projeções econômicas e a inflação.


Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a redução da Selic foi de 0,25 ponto percentual, chegando a 14,75% ao ano. O colegiado destacou que a magnitude e o ritmo de futuros ajustes dependerão da evolução das informações sobre os conflitos geopolíticos e seus efeitos econômicos, principalmente sobre os preços das commodities como o petróleo.


Antes da escalada do conflito, a expectativa era de um corte maior na taxa, de 0,5 ponto percentual. O Copom ressaltou que a conjuntura atual exige perseverança e cautela na política monetária, mantendo uma restrição maior e por mais tempo para conter a inflação, que subiu após o início dos conflitos e permanece acima da meta em todos os horizontes.


O Banco Central destacou que a incerteza elevada no cenário externo, agravada pelas tensões geopolíticas e dúvidas sobre a política econômica dos Estados Unidos, dificulta a definição de tendências claras. Internamente, a saúde das contas públicas também foi apontada como fator crucial para o controle da inflação e a redução do prêmio de risco.


A meta de inflação para o ano é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,17% em 2025, e a estimativa é que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano, refletindo o cenário de cautela adotado pelo Banco Central.


O Banco Central segue acompanhando o cenário global e doméstico para ajustar a taxa Selic.




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