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Julgamento de Jairinho é adiado após defesa abandonar plenário

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Julgamento de Jairinho é adiado após defesa abandonar plenário

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi adiado para 25 de maio após a defesa pedir o adiamento por falta de acesso completo às provas e abandonar o plenário. A juíza Elizabeth Machado Louro também determinou a soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, por excesso de prazo, contrariando o pedido da defesa dela para que o processo não fosse adiado.


O julgamento dos réus Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, que ocorreu em março de 2021, começou nesta segunda-feira. A defesa de Jairinho alegou que não recebeu todas as provas solicitadas desde agosto de 2025, o que impossibilitou a continuidade do julgamento. Após o indeferimento do pedido de adiamento pela juíza, os advogados de defesa abandonaram o plenário, o que resultou na suspensão do julgamento.


Monique Medeiros foi liberada da prisão por decisão da juíza devido ao excesso de prazo, mesmo com a defesa contrária ao adiamento do processo. O pai de Henry Borel, Leniel, afirmou que já são cinco anos de luta e espera por justiça, ressaltando que a condenação dos acusados é o mínimo diante da tragédia. Ele questionou o que realmente aconteceu no apartamento onde o menino morreu, lamentando a perda e a impunidade até o momento.


Henry Borel morreu no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O casal alegou que o menino sofreu um acidente doméstico, mas o laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações concluíram que Henry era vítima de tortura rotineira praticada pelo padrasto, com o conhecimento da mãe.


Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão de socorro. A denúncia indica que Jairinho causou as lesões que levaram à morte de Henry de forma consciente e intencional, e que Monique, como responsável legal, se omitiu, contribuindo para o crime. A acusação considera as provas irrefutáveis e destaca a crueldade da tortura e a abdicação da mãe em proteger o filho.


O julgamento foi remarcado para o dia 25 de maio, quando o processo seguirá com a análise das provas e depoimentos no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.




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