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Dólar supera R$ 5,30 com queda do Ibovespa em meio a tensão global

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Dólar supera R$ 5,30 com queda do Ibovespa em meio a tensão global

O dólar comercial encerrou a sexta-feira vendido a R$ 5,309, alta de 1,79%, enquanto o Ibovespa recuou 2,25%, atingindo o menor nível desde janeiro. A instabilidade nos mercados reflete a aversão global ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio e da alta dos preços de energia.


O dólar abriu o dia em torno de R$ 5,24 e acelerou a alta após a abertura dos mercados nos Estados Unidos, alcançando o maior patamar desde o dia 13. Em março, a moeda sobe 3,41%, enquanto para 2026 apresenta recuo de 3,28%. A valorização global do dólar e a alta dos juros nos Estados Unidos impulsionaram o movimento, com investidores considerando uma postura mais rígida do Federal Reserve diante do risco inflacionário.


No mercado de ações, o índice Ibovespa fechou aos 176.219 pontos, com queda de 2,25%, acumulando perda de 6,66% em março e mantendo a quarta semana consecutiva de queda. A bolsa brasileira também registrou recuo de 0,81% no dia e está no menor nível desde 22 de janeiro, pressionada pela alta dos juros globais e pela saída de recursos de ativos locais.


O agravamento das tensões envolvendo o Irã aumentou a incerteza global, com informações sobre possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças de interrupção no fornecimento de petróleo. O risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, reforçou temores de choque prolongado nos preços de energia, que já registraram nova alta nos contratos internacionais.


O petróleo Brent fechou acima de US$ 112 por barril, com alta de mais de 3%, chegando a US$ 115 durante o dia. Relatórios indicam que uma interrupção prolongada no fluxo de petróleo pode manter os preços elevados por meses, pressionando a inflação global. No Brasil, setores como construção civil e varejo foram especialmente afetados pela disparada dos juros no mercado futuro.


A combinação de fatores externos e internos mantém os mercados brasileiros sob forte pressão, refletindo o cenário global de incertezas e alta volatilidade.




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