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Lula critica corte tímido na taxa Selic diante da guerra no Oriente Médio

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Lula critica corte tímido na taxa Selic diante da guerra no Oriente Médio

O Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a primeira queda em quase dois anos, apesar das tensões no Oriente Médio. O presidente Lula expressou insatisfação com o corte, que considerou insuficiente para estimular a economia.


O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade baixar a Selic de 15% para 14,75% ao ano. A redução era esperada pelo mercado, mas a expectativa inicial era de um corte maior, de 0,5 ponto percentual, antes da escalada do conflito no Oriente Médio.


Lula afirmou estar triste com a decisão e questionou a influência da guerra no Banco Central, ressaltando o sacrifício feito para promover crescimento econômico, geração de empregos e aumento salarial. A Selic em alta desacelera a atividade econômica e impacta negativamente esses objetivos.


A Selic estava no maior patamar desde julho de 2006, após sete elevações consecutivas entre setembro de 2024 e junho de 2025, com estabilidade nas quatro reuniões seguintes. O Copom indicou na ata de janeiro o início de um ciclo de cortes, mas adotou cautela diante das incertezas do conflito no Oriente Médio.


A taxa básica de juros é referência para as demais taxas da economia e instrumento principal para controlar a inflação. O mercado projeta que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano. A inflação oficial acelerou para 0,7% em fevereiro, mas o acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo do teto da meta contínua do Conselho Monetário Nacional.


A decisão do Banco Central e a reação do presidente Lula refletem o equilíbrio delicado entre estímulo econômico e cautela diante de fatores externos instáveis.




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