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Leilão de energia gera críticas por priorizar térmicas fósseis

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Leilão de energia gera críticas por priorizar térmicas fósseis

Organizações ambientais e de defesa do consumidor reprovaram o resultado do leilão de Reserva de Capacidade 2026, que priorizou usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis. O certame contratou principalmente termelétricas a gás natural, carvão mineral e biogás, gerando preocupações sobre impactos ambientais e custos para os consumidores.


O Instituto Internacional Arayara criticou a baixa participação de usinas hidrelétricas, que foram apenas cinco entre os 100 empreendimentos vencedores, totalizando 9,5 GW de potência. A maioria das usinas contratadas são termelétricas a gás natural, com 18,7 GW, além de três termelétricas a carvão mineral e duas a biogás. O Instituto destacou que o carvão mineral é o combustível fóssil que mais emite gases de efeito estufa no sistema elétrico nacional.


O Arayara também apontou que as usinas a carvão não têm a flexibilidade necessária para atuar em picos de demanda, pois o tempo de acionamento pode chegar a oito horas, A entidade afirmou que o leilão demonstra incoerência da política energética nacional com os compromissos climáticos assumidos pelo país, pois contrata usinas fósseis em um momento em que o Brasil deveria buscar eliminá-las.


A Frente Nacional de Consumidores de Energia afirmou que o leilão privilegia fontes poluentes e mais caras, estimando que as termelétricas representarão um custo anual de R$ 39 bilhões e um aumento médio de 10% nas contas de luz. A organização ressaltou que os consumidores terão que pagar os custos dos combustíveis além da receita fixa estipulada, o que impactará a inflação e agravará o desequilíbrio no setor elétrico.


O Instituto Nacional de Energia Limpa também se posicionou contra a presença de termelétricas no leilão e protocolou pedido de impugnação, que foi negado. O INEL estima prejuízos entre R$ 190 bilhões e R$ 510 bilhões em dez anos para os consumidores e afirmou que os custos fixos adotados superam as referências do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035. O ministro de Minas e Energia afirmou que o leilão resolve o problema de potência e pode ser um dos últimos com energia não renovável.


O leilão reforça o debate sobre o equilíbrio entre segurança energética, custos e compromisso ambiental na matriz elétrica brasileira.




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