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CPI do Crime Organizado aprova aprofundamento das investigações sobre Banco Master

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CPI do Crime Organizado aprova aprofundamento das investigações sobre Banco Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado aprovou requerimentos para aprofundar as investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master, incluindo pedidos de informações sobre os beneficiários finais dos fundos vinculados ao banco. A CPI também aprovou convocações e quebras de sigilo relacionadas a pessoas e empresas ligadas ao caso.


A maioria da CPI rejeitou o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, apontado por parlamentares governistas como possível facilitador da fraude por meio de políticas de desregulação do mercado financeiro. Também foi rejeitado o pedido para convocar o presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, que teve sua ligação com doações eleitorais relacionadas ao esquema mencionadas em entrevista.


Foram aprovadas a convocação da ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, Martha Graeff, suspeita de ter recebido imóvel de R$ 450 milhões, e a convocação de dirigentes e sócios da Prime Aviation, empresa ligada a Vorcaro usada para transporte em voos particulares. A quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico da Prime Aviation também foi autorizada pela comissão.


A senadora autora dos requerimentos justificou que a Prime Aviation seria peça central na rede de companhias usadas para lavagem de dinheiro, citando o uso da aeronave para campanha do deputado Nikolas Ferreira em 2022, evidenciando proximidade do grupo com o núcleo político investigado. Além disso, foi aprovada a convocação do ex-governador do Mato Grosso, Pedro Taques, que denunciou fraudes em créditos consignados que prejudicaram servidores estaduais. A sequência do caso passa por etapas previstas em lei.


O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, apresentou requerimento para identificar os beneficiários finais dos fundos de investimento vinculados ao Banco Master e à Reag Investimentos, ambos envolvidos na fraude financeira bilionária. O ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, teve o comparecimento à CPI tornado opcional por decisão do Supremo Tribunal Federal e não compareceu à sessão.


A CPI continuará as investigações com novas convocações e análise dos documentos solicitados para aprofundar o caso Banco Master.




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