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CPI do Crime Organizado aprova aprofundar investigação sobre Banco Master

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CPI do Crime Organizado aprova aprofundar investigação sobre Banco Master

A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou requerimentos para aprofundar as investigações sobre fraudes no Banco Master, incluindo pedidos de informações sobre beneficiários finais dos fundos vinculados ao banco. A comissão rejeitou pedidos de quebra de sigilos do ex-ministro Paulo Guedes e convocação de Valdemar da Costa Neto, mas aprovou convocações importantes para o andamento das apurações.


A Comissão Parlamentar de Inquérito aprovou requerimentos que buscam esclarecer o esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e a Reag Investimentos. Entre as medidas aprovadas está o pedido de informações sobre os beneficiários finais dos fundos de investimento exclusivos ou restritos vinculados a essas instituições, com o objetivo de identificar os responsáveis pela fraude financeira bilionária.


Por outro lado, a maioria da CPI rejeitou, por seis votos contra dois, o pedido para quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, apontado por parlamentares governistas como possível facilitador da fraude. Também foi rejeitado, por seis votos contra quatro, o pedido para convocar o presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, que teve seu nome relacionado a doações eleitorais ligadas a aliados do Banco Master.


A comissão aprovou a convocação da ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, Martha Graeff, que teria recebido imóvel avaliado em R$ 450 milhões, medida que pode indicar ocultação de patrimônio. Também foram aprovadas a convocação de dirigentes e sócios da Prime Aviation, empresa ligada a Vorcaro, além da quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico da companhia, que teria sido usada para transporte de aliados políticos em voos particulares. A sequência do caso passa por etapas previstas em lei.


Além disso, foi aprovada a convocação do ex-governador do Mato Grosso, Pedro Taques, que denunciou fraudes em créditos consignados que prejudicaram servidores estaduais. A CPI também tentou ouvir o ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado por suspeita de ligação com Vorcaro, mas seu comparecimento tornou-se opcional após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, e ele não compareceu.


A CPI do Crime Organizado seguirá com as investigações e convocará novos depoentes para aprofundar o caso Banco Master nas próximas sessões.




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