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Mulheres recebem apenas 10% dos direitos autorais na música em 2025

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Mulheres recebem apenas 10% dos direitos autorais na música em 2025

Um estudo da União Brasileira de Compositores revelou que as mulheres receberam apenas 10% dos direitos autorais na indústria da música em 2025. Entre os 100 maiores arrecadadores, apenas 11 são mulheres, apesar de uma melhora na colocação da melhor posicionada, que subiu do 21º para o 16º lugar.


A pesquisa analisou a desigualdade de gênero no setor musical e mostrou que as autoras concentram 73% da arrecadação feminina, enquanto versionistas e produtoras fonográficas ficam com apenas 1% cada. As intérpretes reúnem 23% da renda, e as executantes, apenas 2%. Houve crescimento no cadastro de obras e fonogramas com participação feminina, indicando avanços na presença das mulheres nos bastidores da produção musical.


Geograficamente, a maior concentração de mulheres na música está nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul, que juntas somam 88%. O Sudeste lidera com 60%, seguido pelo Nordeste com 17%, Sul com 11%, Centro-Oeste com 8% e Norte com apenas 3%. Essa desigualdade regional reforça a necessidade de políticas para incentivar o ingresso feminino em todas as regiões do país.


O levantamento também abordou questões de assédio, violência e discriminação no meio musical. Entre as mulheres pesquisadas, 65% relataram ter sofrido assédio, principalmente sexual, verbal e moral. A violência psicológica foi a mais citada, seguida por toque físico sem consentimento. Além disso, 63% enfrentaram discriminação, como serem ignoradas ou interrompidas, e 60% das mães sentiram interferência na carreira devido à maternidade.


Em termos de renda, os segmentos de rádio e show foram os mais lucrativos para as mulheres, cada um representando 17% da arrecadação feminina, seguido pelo streaming com 11%. O cinema foi o menor segmento, com apenas 0,5%. A música é a principal fonte de sustento para 55% das mulheres pesquisadas, sendo que 45% se classificam como profissionais do mercado musical, 25% como compositoras, 22% como intérpretes e 8% como musicistas executantes.


O estudo destaca avanços na participação feminina na música, mas reforça que a presença das mulheres ainda precisa ser fortalecida em diversas áreas do setor.

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