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Desafios e avanços das mulheres na magistratura baiana

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Desafios e avanços das mulheres na magistratura baiana

O ingresso das mulheres na magistratura brasileira é recente e, apesar da igualdade formal nos concursos, juízas ainda enfrentam questionamentos sobre sua autoridade e competência, com posturas firmes sendo interpretadas de forma diferente em comparação aos homens.


Na Bahia, a atuação em comarcas do interior com poucos recursos e alta carga de trabalho se soma à expectativa social de que as mulheres sejam as principais responsáveis pelo cuidado da família, configurando a chamada 'dupla jornada'.


A sub-representação feminina é evidente nos tribunais e cargos de direção, onde critérios subjetivos e redes informais favorecem trajetórias masculinas, menos impactadas por interrupções relacionadas à maternidade ou responsabilidades familiares.


O machismo institucional se manifesta em comentários e práticas que deslegitimam profissionalmente as juízas, que enfrentam resistência de advogados, partes e colegas diante da presença feminina na função de julgadora.


Questões raciais agravam o cenário na Bahia, estado de maioria negra, onde as estruturas de poder ainda refletem desigualdades históricas, tornando a realidade das juízas negras ainda mais complexa.


Apesar dos desafios, a presença feminina na magistratura tem promovido transformações, contribuindo para uma Justiça mais sensível a temas como violência doméstica, direitos das mulheres e vulnerabilidade social, ressignificando o exercício da jurisdição.




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