Roberto Anderson: O mar de Escobar
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Roberto Anderson: O mar de Escobar

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Roberto Anderson: O mar de Escobar

Finalmente o banho de mar ali está liberado, e a água tem estado limpa quase o ano todo. Se já era bacana fazer um piquenique no Parque do Flamengo, agora o banho de mar é o complemento ideal.


Infelizmente, a balneabilidade dessa praia foi parcialmente conseguida com o desvio das águas do rio Carioca para o interceptor oceânico de Ipanema. A cidade desistiu de despoluir o rio que fornece o gentílico local e passou a jogá-lo em alto mar, misturado a todas as outras sujeiras dos seus moradores.


Todo o povo descolado está feliz com a recém-descoberta prainha da Glória, que andava sequestrada pela marina de mesmo nome. Ela é pequenininha, de acessibilidade difícil, lindinha de se olhar do alto, e com vista para o Pão de Açúcar.


De quebra, tem a movimentação dos aviões descendo na cabeceira da pista do Santos Dumont logo ali ao lado. É bom lembrar que essas praias são reconstituições de praias que um dia existiram mais perto da linha dos edifícios, mas desaparecidas com os sucessivos aterros.




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