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Produção industrial recua 1,8% em junho de 2026 após aceleração em 2025

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Produção industrial recua 1,8% em junho de 2026 após aceleração em 2025

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o recuo de 1,8% na produção industrial em junho de 2026 pode ser caracterizado como um ajuste após a forte aceleração do setor em 2025. O ambiente de juros elevados também contribui para a perda de dinamismo da indústria, afetando o poder de compra das famílias e as decisões empresariais sobre produção e modernização dos parques produtivos.


A política monetária mais restritiva tem pressionado a demanda interna, aumentando a inadimplência e reduzindo a capacidade de consumo, o que leva a indústria a ajustar seu ritmo de produção. Das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE, 16 apresentaram resultados negativos, reforçando a percepção de menor dinamismo no setor.


No acumulado do primeiro semestre de 2026, a atividade industrial avançou 1,4% no primeiro trimestre, mas desacelerou para 0,3% no O segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis teve a principal influência negativa, com queda de 5,9% em junho, acumulando perda de 11,8% em dois meses, após cinco meses consecutivos de alta de 16,5%.


Outros setores que também registraram quedas foram produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).


Entre os setores que avançaram, destacam-se celulose, papel e produtos de papel, que cresceram 5,4%, acumulando alta de 7,3% em três meses consecutivos de crescimento. Impressão e reprodução de gravações subiu 20,2%, enquanto metalurgia avançou 1,4%. A produção de adubos e fertilizantes, dentro do grupo de produtos químicos, foi pressionada pelas guerras em curso, contribuindo para a queda do segmento em junho.


O IBGE conclui que o recuo da produção industrial em junho resulta da combinação de ajuste após aceleração anterior, juros elevados, enfraquecimento da demanda doméstica e queda distribuída entre as principais categorias econômicas e atividades industriais.




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