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Margem bruta do esmagamento de soja em Mato Grosso recua 20% em julho com alta do custo da matéria-prima

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Margem bruta do esmagamento de soja em Mato Grosso recua 20% em julho com alta do custo da matéria-prima

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) registrou queda de 20,52% na margem bruta do esmagamento de soja em Mato Grosso em julho, em relação a junho. Esse recuo está relacionado principalmente ao aumento do custo de aquisição da soja, que após meses de preços mais baixos, alcançou a maior cotação média do ano no estado.


Apesar da valorização dos coprodutos do processamento da soja, como farelo e óleo, esses aumentos não foram suficientes para compensar o encarecimento do grão. A entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso devem manter os preços da oleaginosa em patamares elevados nos próximos meses.


Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem a valorização da soja, a margem das indústrias de esmagamento deve continuar pressionada. No mercado internacional, o clima permanece como fator determinante para o desenvolvimento das lavouras e para as cotações.


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mantém a previsão de produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana, apesar da piora nas condições das lavouras. O Imea destaca que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das plantações, mantendo o clima no centro das atenções do mercado.


Em contrapartida, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.




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