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IPC-Fipe deve agosto com alta de 0,21% em São Paulo, impulsionado por alimentos

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IPC-Fipe deve agosto com alta de 0,21% em São Paulo, impulsionado por alimentos

A projeção do coordenador do IPC-Fipe, Guilherme Moreira, indica que o grupo Alimentação, que recuou 0,69% em julho, deve deixar o terreno negativo e se aproximar da estabilidade em agosto. Essa mudança no comportamento dos alimentos é o principal fator para a alta prevista no índice geral.


A estimativa para agosto supera as expectativas de outras instituições de mercado, que apontavam variação entre 0,01% e 0,05%, com mediana positiva de 0,03%. A queda de julho, embora dentro da normalidade, teve intensidade maior do que o esperado, concentrada principalmente no grupo Alimentação.


Moreira ressaltou que a alta acumulada dos alimentos in natura até julho foi de 8,33%, valor cerca de quatro vezes superior ao aumento médio do IPC-Fipe no mesmo período, que foi de 2,08%. Esse movimento indica que os alimentos frescos têm pressionado o índice de preços ao consumidor de forma significativa.


O recuo registrado em julho representa uma devolução parcial das altas anteriores desses produtos, mas a tendência para os próximos meses é de uma retomada gradual da alta nos preços dos alimentos. Essa dinâmica deve influenciar o comportamento do IPC-Fipe, que deve continuar refletindo as variações do setor alimentício.




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