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Sebrae destaca papel dos pequenos negócios na expansão do agronegócio em Mato Grosso do Sul

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Sebrae destaca papel dos pequenos negócios na expansão do agronegócio em Mato Grosso do Sul

Maurício Saito avalia que o desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso do Sul resulta da combinação entre o empreendedorismo dos produtores, pesquisa científica, políticas públicas e um ambiente favorável aos investimentos. Ele destaca a forte base tecnológica do estado, que conta com três biomas – Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica – e unidades da Embrapa, além de universidades e instituições de pesquisa que contribuem para o avanço de tecnologias sustentáveis.


Ele também atribui parte desse avanço ao ambiente de negócios criado pelo governo estadual, que oferece segurança jurídica, diálogo com o setor produtivo e programas de incentivo que atraem investimentos privados. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul recebeu mais de R$ 100 bilhões em investimentos industriais, especialmente nos setores de celulose e biocombustíveis.


A chegada de grandes indústrias amplia as oportunidades para micro e pequenos empreendedores, que fornecem serviços, insumos e produtos às novas plantas industriais. O Sebrae concentra seus esforços em capacitar essas pequenas empresas para que atendam aos padrões exigidos pelas grandes companhias, além de atuar como articulador entre fornecedores locais e grandes empreendimentos.


Apesar dos desafios atuais do agronegócio, como dificuldades de crédito e instabilidade internacional, Saito destaca que o momento também abre espaço para novos negócios. O Sebrae prepara os empreendedores para que estejam estruturados quando o mercado retomar o crescimento, reunindo representantes do agronegócio, indústria, comércio, universidades, instituições financeiras e governo estadual para construir estratégias que fortaleçam a economia local.


Mato Grosso do Sul tem a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2030, e o crescimento da produção no estado ocorreu principalmente pela recuperação de áreas degradadas e pelo aumento da produtividade, sem desmatamento. Na pecuária, houve redução do rebanho bovino com aumento da produção de carne, graças a avanços tecnológicos e maior eficiência.


Programas como o Precoce MS, voltado à pecuária de qualidade, e os investimentos em etanol de milho exemplificam a estratégia que alia competitividade, sustentabilidade e agregação de valor à produção rural. Saito também destaca o papel estratégico do estado na transição energética brasileira, com investimentos em usinas de etanol de milho e outras iniciativas em energia renovável, consolidando Mato Grosso do Sul como referência em desenvolvimento sustentável.


Para o dirigente, a combinação entre empreendedorismo, inovação, pesquisa e políticas públicas continuará sendo fundamental para consolidar Mato Grosso do Sul como um dos principais polos do agronegócio brasileiro, gerando oportunidades crescentes para produtores e pequenos empreendedores.


Maurício Saito nasceu em Londrina, Paraná, e vive em Mato Grosso do Sul desde 1996. Ao longo de sua trajetória, presidiu o Sindicato Rural de Itaporã, participou da fundação de uma cooperativa em Maracaju, além de presidir a Aprosoja-MS e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).




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