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Como limpar e preparar o peixe bacu-pedra com segurança e sabor

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Como limpar e preparar o peixe bacu-pedra com segurança e sabor

Conhecido também como bacu-pedra, o peixe pertence à família Doradidae, destacando-se as espécies Lithodoras dorsalis e Acanthodoras cataphractus. Durante a limpeza, é fundamental usar luvas grossas e uma faca bem afiada, pois o bacu possui ferrões duros nas nadadeiras e escamas laterais que podem causar ferimentos nas mãos. Além disso, o peixe deve ser apoiado sobre uma tábua firme para evitar escorregões e garantir maior segurança no manuseio.


O processo de limpeza começa com a lavagem do peixe inteiro em água corrente para eliminar lama e muco, o que ajuda a reduzir o odor característico e a remover parte da gordura. Em seguida, deve-se raspar as escamas no sentido do rabo para a cabeça, com atenção especial às laterais e à barriga, onde as escamas são mais resistentes. Depois, as nadadeiras devem ser cortadas e os ferrões removidos com golpes firmes, mantendo as mãos afastadas da lâmina para evitar acidentes.


O bacu é um peixe onívoro, alimentando-se de frutas, peixes e plantas como a aninga, e costuma apresentar muita tripa e sangue. A região da guelra e da boca é bastante dura, sendo necessário quebrar o osso com cuidado ou solicitar esse corte na peixaria.


Para assar na brasa, o bacu pode ser mantido inteiro ou aberto em formato 'borboleta', especialmente em peças de 2 a 3 kg. Para fritar, recomenda-se retirar apenas os filés, eliminando completamente pele e escamas, já que a carne é firme e a pele muito resistente. O uso de limão antes e depois da lavagem facilita a limpeza e ajuda a reduzir o odor característico do peixe.


Para amenizar a gordura durante o preparo, uma opção é temperar com tucupi e ervas frescas. É importante também retirar os coágulos e lavar bem a região da coluna de sangue, pois o bacu, assim como o bagre, costuma sangrar bastante durante a limpeza. Entre os temperos indicados estão jambu, tucupi, chicória (coentro-da-amazônia) e alfavaca, que compõem a base amazônica, além de cebola, alho e cominho, que realçam o sabor sem competir com a gordura natural. Para fritar, os filés devem estar sem pele e bem secos, e o óleo deve estar quente para vedar a carne e manter sua suculência.




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